À descoberta das Cascatas de Fervença

Já por ali tinha passado sozinha várias vezes, mas nunca tinha descoberto aquele tesouro natural. Nesse dia porém, tinha comigo um amigo e companheiro de aventuras de longa data.

Como a teimosia é sempre maior a dois, tomámos uma dose dupla de perseverança, e não desistimos perante os enganos do GPS, ou a falta de indicações. Fomos recompensados, e demos com elas por fim, a meia dúzia de metros da estrada nacional 9: as Cascatas de Fervença.

Tal como o nome de baptismo indica, estas cascatas fervilham de agitação, e estão envoltas num oásis de frescura. A nossa respiração fazia coro com o barulho da água, que mergulhava em saltos encarpados, por cima das pedras cheias de limo. Nenhum dos dois se atreveu a falar durante largos momentos, com medo de quebrar aquele feitiço.

Quando nos íamos embora chutei: “Para a próxima queres ajudar-me a descobrir uma aldeia abandonada para os lados de Sintra?”. “Embora!”, exclamou ele. Regressámos ao carro com um sorriso estampado no rosto: a vida é muito mais fácil quando temos amigos que partilham bons momentos connosco.

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