Um mundo para descobrir

“Quando viajo sozinha estou sempre a descobrir coisas acerca de mim”, revela uma das minhas colegas de hostel em Zagreb.

Mais do que nunca, nesta jornada entre a Turquia e a Croácia, reconheço que a frase encerra em si uma grande verdade. Quando comecei a viajar sozinha, apenas com uma mochila às costas, entendi que precisava de muito menos bens materiais do que imaginava, que o meu fraco sentido de orientação estava a melhorar à força de ter que me bastar a mim mesma, e que afinal, até conseguia ultrapassar a minha timidez ao falar com pessoas desconhecidas.

Mas também aprendi mais sobre as minhas paixões: compreendi que adoro escrever e partilhar os sons, aromas e cores do mundo. Sei que é insuficiente, pois não existem palavras suficientes para colocar no papel tamanha beleza.

Porém, esperançosamente, um dia um filho meu irá ler sobre um palácio em Istambul onde habitava tanta gente, que o sultão ordenou que todos os mercadores abastecessem primeiro os seus habitantes antes de venderem os alimentos pela cidade, uma torre em Zagreb onde o meio dia é assinalado com um tiro de canhão, um parque natural em Plitvice onde cada lago tem um tom diferente de azul ou verde, e um passeio em Zadar onde o mar toca música.

Deste modo, tenho fé que nesse instante, ele decida deixar todos os medos em casa para explorar o globo, e ver como nenhuma palavra minha poderá relatar com exatidão tanta riqueza.

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