Zadar: o lugar mágico onde as ondas tocam melodias e o arco-íris nos hipnotiza à noite

“Em Zadar, existe um órgão de mar, onde as ondas criam música!”, conta-me Ana, a recepcionista do hostel onde estou hospedada em Zagreb, incitando-me a visitar a cidade. Sigo o conselho dela e decido incluir a localidade situada na costa da Croácia, no meu itinerário de viagem.

Chego no final da tarde, e gosto imediatamente do que vejo: no caminho para o hostel passo por praias onde os veraneantes aproveitam os últimos raios de sol, e as crianças saltam em insufláveis no meio do mar. Transponho as muralhas da parte antiga da cidade e perco-me nas ruas movimentadas. Nesta altura do ano a costa da Croácia é um destino de férias bastante apetecível, e Zadar não é exceção. Contudo, aqui ainda não se sofre, do turismo excessivo de outras localidades, como Dubrovnik ou Split, e paira no ar uma atmosfera de descontração.

Talvez por esse motivo, assim que chego ao hostel, depois das apresentações usuais, e das indicações de sítios a visitar no dia seguinte (fórum romano, igreja de São Donato, subir à torre da Catedral de Santa Anastasia para ver a vista panorâmica), entro em amena cavaqueira com uma colega de quarto norte-americana que me propõe dar uma volta pelo porto. A ideia não poderia ter sido mais oportuna: uma exposição fotográfica da National Geographic, com retratos da Croácia vista do ar, dá-nos as boas vindas ao passeio marítimo.

A primeira impressão da cidade não me desilude: assistir ao pôr-do-sol, a ouvir a melodia tocada pelas ondas que passam pelo órgão de mar, é uma experiência que me relembra que as melhores coisas da vida não são bens materiais. Respira-se boa disposição e grupos de jovens entoam “We all live in a yellow submarine”, à medida que submarinos turísticos da cor do sol, passam pelo cais. Essa é outra característica que me surpreende em Zadar: o mar Adriático é tão límpido, que consigo ver o fundo mesmo à noite.

Quando a bola cor de fogo desaparece no horizonte outro espetáculo começa: um arco-iris é libertado na Saudação ao Sol, um círculo de painéis solares, que armazena energia durante o dia, para a converter numa explosão de cores quando a luz desaparece no horizonte. Um grupo de jovens deita-se, no meio das luzes que dançam no chão, a observar o céu estrelado, enquanto cantam “I’m dreaming of a white Christmas”. E eu vou sonhando acordada com o passeio que irei dar em Zadar, no dia seguinte.

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