Sair da zona de conforto em Huacachina

Estou à beira do abismo e o meu equilíbrio é instável. “Mas como é que eu vim aqui parar?”, pensei. Passei uma manhã tão tranquila, com direito a um passeio de barco na costa de Paracas, e agora isto. Onde é que eu me vim meter?

“Olhe, eu tenho uma sobrinha pequena à minha espera em casa”, digo enquanto olho para aquele abismo na esperança que alguém se compadeça. “Quero desistiiiiiiiiir!!!”, grito enquanto o instrutor de sandboard Arturo me empurra pela duna abaixo.

“Lembra-te: queixo para cima, pernas abertas ligeiramente fora da prancha, trava com os pés!”, relembra-me enquanto deslizo por uma das dunas de Huacachina. Ah pois, eu optei por fazer sandboard da maneira mais fácil, com a barriga assente na prancha. Achavam que iria deslizar de pé como os profissionais? Naaaaã, sou demasiado maricas e inexperiente para isso.

Depois de uma visita matinal às ilhas Ballestas em Paracas, apanhei o autocarro da Peru Hop em direção a Huacachina, onde cheguei ao início da tarde. Só tive tempo de fazer o check-in no hostel Banana’s Adventure e de comer qualquer coisa antes de partir para mais uma aventura: na minha estadia estava incluído um passeio de buggy e fazer sandboard no deserto. Como tal, não poderia deixar passar a oportunidade de viver uma experiência nova.

Admito que não tinha grandes expectativas em relação ao assunto, e nem sabia muito bem qual seria a sensação de andar num buggy. “Oh meu Deeeeeus, isto é melhor do que uma montanha russa!”, grita Laura, a colega de hostel que me acompanha neste louco passeio. A velocidade a que nos deslocamos, subindo e descendo dunas é avassaladora, e subitamente sinto-me bastante agradecida por Arturo se ter certificado que eu e a minha mala estávamos adequadamente seguras.

Findo, o passeio de buggy começa a segunda parte da aventura, com algumas dicas sobre sandboard antes de passarmos à acção. Treinamos primeiro em dunas mais pequenas, e assim que nos sentimos confortáveis Arturo atribuí-nos um desafio maior. Só que enquanto nas dunas mais pequenas pensei “Isto até é fácil!”, na maior fico com receio de saltar da prancha e aterrar aparatosamente na areia de Huacachina, enquanto alguém filma o momento para o colocar no YouTube.

“Estou viva, e esta foi a melhor experiência de sempre!”, grito enquanto​ a minha prancha perde velocidade até se imobilizar, depois de ter descido pela duna que tanto receei. “Como se portaram bem merecem uma recompensa”, diz Arturo, e leva-nos até um miradouro no deserto com vista para o oásis de Huacachina, onde assistimos ao pôr-do-sol.

Agora, à medida que a noite se aproxima recflito no dia que passou e em como compensa tanto sair da zona de conforto. Afinal… é onde a melhor parte da vida acontece!

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